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As aventuras do Super Micheranja
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Entries for March, 2006

March 2, 2006
Wee!
Posted at 01:49 AM

Sabe um episódio de Simpsons em que Homer assume a presidência do sindicato dos funcionários da usina nuclear? Passou outro dia na FOX e vi apenas o final. Mas o mais comentável estava além do final: consta nos créditos, numa função que tanto faz, um tal de Paul Wee.

Agora, imagina se esse não é o melhor sobrenome do mundo?
Imagina alguém gritando na rua "Weeeee! Você esqueceu o seu lanche!"
Imagina alguém caindo de um precipício, com olhos injetados na direção de seu agressor, gritando "Weeeeeeeee..."
Imagina um francês qualquer concordando com seu amigo: "Oui, Wee."

Lógico, a única opção que ele teve na vida foi trabalhar em um desenho animado. O exército, por exemplo, seria um ambiente bastante hostil:

Sargento: "Qual é o seu nome, soldado?"
Wee: "Wee!"
Sargento: "Ah, está se divertindo, soldado?" (Veias saltando na testa.) "Qual é o seu nome?"
Wee: "Wee!"
Sargento (puxando violentamente pela gola): "É melhor você dizer o seu nome agora se não quiser dormir na cadeia, espertinho!"
Wee: "WEEEEE!"

E ninguém levaria a sério um neurocirurgião, um advogado ou sequer um padeiro chamado Wee. Parte da culpa vem dos golfinhos por serem tão felizes, mas também de uma sociedade que reprime a externação de arroubos incapacitantes de alegria que fazem as pessoas se esvaírem em gritos fininhos.

Pobre Wee, incompreendido por todos. Mas felizmente ele encontrou seu lugar, mantendo seu oh-so-cool sobrenome, que perderia apenas para "Hn-Teedee". (Neste caso, o primeiro nome provavelmente não seria "Paul".)


March 2, 2006
Baffles, a batata redonda
Posted at 02:21 AM

Uma coisa que nunca entendi direito (e provavelmente nunca me explicarão, como toda aquela coisa dos mórmons): por que, no carnaval – e apenas durante ele –, as pessoas normais/genéricas compram (ou emprestam, alugam, roubam, manifestam com os poderes da mente) um disco de samba ou marchinhas de carnaval e o escutam, independente de ligarem para (ou mesmo suportarem) esse tipo de música nos demais dias do ano? [Desculpem; talvez aprenda algum dia a escrever usando frases curtas.] Sério. É como se, no Natal, todo mundo (e não apenas os pobres funcionários de loja sem direito de opinião) usasse touquinhas vermelhas na rua. Ou pintasse bigodinhos de coelho no rosto durante a Páscoa.

Mais: por que mesmo samba é sinônimo de carnaval? Certo que isso se deve ao contexto popular do festejo – ainda que o carnaval e até o samba já não sejam as coisas mais populares atualmente (no sentido de nascido do/voltado para o povo). Mas isso reflete um momento histórico bastante específico. Creio que os romanos de outrora, ou mesmo os renascentistas, não tivessem no samba a primeira opção de trilha sonora de suas festividades. Claro, é apenas um chute. Mas vejam, em Olinda tem frevo e maracatu. How come each lugar doesn't have a tradicional música as the thing rolando in seu carnaval? Dizzy me.

Mas, se forem mesmo me explicar alguma coisa, expliquem isso: como foi que alguém – que seja a Wikipédia, vá lá – considerou a festa daqui de Floripa digna de nota? Baffles me big time.

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"Tartarugas Ninja é um desenho que tem mutação: mutas lutas, explosões, perseguições..."

Renoir, A história da Lingerie (1997), p. 22


March 4, 2006
Ciclo do Cabelo Calamitoso (CCC)
Posted at 12:21 AM

Todo início de ano eu me convenço de que vou resistir, que estou um ano mais forte. Que não é dessa vez que o verão vai me dobrar. Mas não dá, tá muito quente; vou ter que cortar o cabelo. E, invariavelmente, ficar com cabelo de menina – aquele corte que fica muito bem na Fê e muito reprovável no Michel. Essa desgraça é uma desgraça, inventa de cogumelar e me disfarçar de Glória Maria. E não há muito que eu possa fazer. Na melhor das hipóteses, manter sempre preso e treinar minha cara de mau para tentar emular o Steven Seagal. (Pois é, a melhor opção não é lá a melhor das opções...)

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"O Michel é veado, mas é meu amigo!"
(Sean Connery, na festa de ano novo de 2004, três doses além do seu limite.)

"Tá, tá... desce daí, 'sir'. O segurança já está vindo."
(Michel, meio entendedor de inglescocês de bêbado.)

"Olha, lá vem a Cher! Pede pra ela te ajudar com o penteado!"

"Agora chega, Ramirez: prepare-se para lutar."


March 5, 2006
Sobre o Universo #1 (Parte 1)
Posted at 02:42 AM

[Dados extraídos diretamente do Guia e aqui dispostos sem licença – mas com educação.]

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O Universo – Informações para ajudar você a viver no mesmo.

1) Área: infinito. O Guia do Caroneiro para a Galáxia oferece esta definição para a palavra "infinito".
Infinito: maior do que a maior coisa existente e um pouco mais. Muito maior do que isso, de fato; realmente incrivelmente imenso, um tamanho totalmente embasbacador, "uau, grande mesmo". [...]

2) Importações: nenhuma. É impossível importar coisas para uma área infinita, já que não existe um exterior de onde importar coisas.

3) Exportações: nenhuma. Veja Importações.

4) População: nenhuma. Sabe-se que existe um número infinito de mundos, simplesmente porque existe uma quantidade infinita de espaço para acolhê-los. Nem todos, porém, são habitados. Assim, deve haver um número finito de mundos habitados. Qualquer número finito dividido pelo infinito resulta em algo tão próximo de nada que pode-se considerar que a população média de todos os planetas seja zero. Daí conclui-se que a população de todo o Universo também é zero, e que qualquer pessoa que você ocasionalmente encontre não é nada além do produto de uma imaginação insana.

5) Unidades monetárias: nenhuma. Na verdade, existem três moedas correntes livremente intercambiáveis, mas nenhuma destas pode ser considerada. O dólar altairano recentemente faliu, as contas [pequenas esferas] de pobble flaniniano são cambiáveis apenas por outras contas de pobble flaniniano e o pu trigânico tem problemas muito particulares. Sua relação de troca de oito ningis por um pu é bastante simples mas, uma vez que um ningi é uma moeda triangular de borracha com dez mil e novecentos quilômetros de extensão em cada lado, ninguém conseguiu juntar o bastante para trocar por um pu. Ningis não são uma moeda intercambiável porque os bancos galácticos se recusam a trabalhar com trocados. Através desta premissa básica, é bastante simples provar que os bancos galácticos são também produto de uma imaginação insana.

6) Arte: nenhuma. A função da arte é espelhar a natureza, e simplesmente não existe um espelho grande o bastante. (Veja o primeiro item.)

7) Sexo: nenhum. Bem, na verdade, existe uma boa quantidade dele, em grande parte por conta da total ausência de dinheiro, troca, bancos, arte ou qualquer outra coisa capaz de manter ocupadas todas as pessoas não-existentes do Universo.

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Douglas Adams, The Restaurant at the End of the Universe (1980)
[tradução livre]


March 5, 2006
Sobre o Universo #1 (parte 2)
Posted at 04:17 AM

[Trecho reproduzido sem a menor licença – All Rites Reversed.]

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Segue um pouco de psico-metafísica.
Se você não tem lá muito apreço por filosofia, é melhor simplesmente pular.

O Princípio Anerístico* é o da Ordem Aparente; o Princípio Erístico* é o da Desordem Aparente. Tanto ordem quanto desordem são conceitos criados pelo homem e são divisões artificiais do Caos Puro, que está em um nível mais profundo do que aquele da percepção.

Com nosso aparato gerador de conceitos chamado "mente", olhamos para a realidade através das idéias-sobre-a-realidade que nossa cultura nos fornece. As idéias-sobre-a-realidade são erroneamente rotuladas "realidade", e pessoas pouco esclarecidas mostram-se constantemente perplexas pelo fato de que outras pessoas – e especialmente outras culturas – vêem a "realidade" de forma distinta. São apenas as idéias-sobre-a-realidade que diferem. A realidade Real (R maiúsculo) está em um nível mais profundo do que aquele dos conceitos.

Olhamos para o mundo através de janelas em que foram desenhadas grades** (conceitos). Filosofias diferentes utilizam grades diferentes. Uma cultura é um grupo de pessoas com grades muito similares. Através da janela, vemos o caos e o relacionamos aos pontos de nossa grade, compreendendo-o por intermédio disso. A Ordem está na grade. Este é o Princípio Anerístico.

A filosofia ocidental está tradicionalmente preocupada em comparar grades umas com as outras e remendar grades na esperança de encontrar uma perfeita, capaz de abranger toda a realidade e, assim (dizem os ocidentais pouco esclarecidos) ser Verdadeira. Isso é ilusório; é o que os erisianos chamam de Ilusão Anerística. Algumas grades podem ser mais úteis do que outras, algumas mais belas do que outras, algumas mais agradáveis do que outras, etc., mas nenhuma pode ser mais Verdadeira do que qualquer outra.

Desordem é simplesmente informação não relacionada vista através de alguma grade específica. Mas, como "relação", não-relação é um conceito. Masculino, como feminino, é uma idéia envolvendo o gênero. Dizer que masculinidade é a "ausência de feminilidade", ou vice-versa, é uma questão de definição metafisicamente arbitrária. O conceito artificial de não-relação é o Princípio Erístico.

A crença de que "Ordem é verdadeira" e Desordem é falsa ou de alguma forma errada é a Ilusão Anerística. Dizer o mesmo da Desordem é a Ilusão Erística.

O ponto é que verdade (v minúsculo) é uma questão de definição relacionada à grade que alguém está usando no momento, e que Verdade (V maiúsculo), a realidade metafísica, é totalmente independente de grades. Escolha uma grade e, através dela, uma parte do caos parecerá ordenada e outra parte parecerá desordenada. Escolha outra grade e o mesmo caos parecerá ordenado e desordenado de outra forma.

A realidade é o Rorschach*** original.

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Malaclypse The Younger, Principia Discordia or How I Found Goddess And What I Did To Her When I Found Her: The Magnum Opiate Of Malaclypse The Younger, Wherein is Explained Absolutely Everything Worth Knowing About Absolutely Anything (1970), p. 00049-00050
[tradução livre]

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* Termos derivados do nome de Eris, deusa grega da discórdia
** No original, "grids"; o sentido utilizado no texto é o de matrizes compostas por linhas paralelas e perpendiculares, dispostas de modo a formar uma malha de polígonos adjacentes (geralmente quadrados) que dividem uma área a fim de facilitar a disposição de outros elementos.
*** O famoso teste psicológico das manchas de tinta mostradas a uma pessoa para que descreva o que está vendo.


March 8, 2006
Net flashing
Posted at 11:08 PM

A aventura de hoje, infelizmente, não é minha, mas da Carol. Ainda assim, não há como não publicar. Carol me mostrava o material das Meninas Super Poderosas que havia comprado para a volta às aulas. Eis que ela olha para o MSN.

Carol: "Ei, alguma pessoa estranha quer me adicionar!"
[Simone, Regina, alguma coisa assim... um nome com seis letras e três sílabas. Que seja Regina.]
Carol: "Não conheço nenhuma Regina!"
Michel: "Talvez conheça e apenas não lembre quem é. Ou pode ser uma nova amiguinha!"
Carol: "Tá, vou adicionar, mas eu não conheço!"
Carol (vendo a foto): "Tenho certeza de que não conheço ela.
[Era uma moça loira, lá pelos 20 e pouquinhos.]
Regina: "Oi, tudo bem?"
Carol: "Oi, tudo. Escuta, eu te conheço?"
Regina: "Não, mas eu vi sua foto no Orkut e achei você muito linda!"
Carol: "Ai, Michel, é uma louca!"

Dizendo isso, voltou a atenção ao fichário que estava organizando. Eu aproveitei para ver a foto mais de perto e, nesse exato momento, ela deu lugar a outra. A tal Regina estava praticamente na mesma posição, com uma pequena diferença: nesta foto, ela estava com a blusa aberta. Sem sutiã.

Michel: "Hahahaha!"
Carol: "Que foi?"
Michel: "Subitamente, a frase 'achei você muito linda' ganha um novo significado."
Carol (vendo a foto): "Ahhh!"
Michel: "Ei, você fechou a janela!"
Carol: "Eu não quero ver essa guria pelada!"
Michel: "Mas eu quero!"
Carol: "Então pega o e-mail dela!"
Michel: "Não vai dar certo, ela não vai me achar muito lindo nem vai querer me mostrar os peitos. Essas coisas não acontecem comigo."


March 13, 2006
Ócio criativo
Posted at 11:05 AM

Estou tão ocioso ultimamente que até eu estou começando a me incomodar com isso. Quer dizer, nada tão crítico quanto a semana passada. Lembro de ter saído no horário certo para almoçar e acabar ficando com muito tempo livre nas mãos. Nada para ler, nada para desenhar; tudo que eu pudesse fazer nesse tempo, havia deixado em casa. Sem outra saída, joguei-me num banco, já comtemplando a meia hora de nada que viria. E ficava lá imaginando as pessoas passando e tentando entender porque alguém preferia não fazer absolutamente nada por tanto tempo. Alguns minutos depois, uma mulher sentou ao meu lado e ficou igualmente desocupada, fitando o vácuo à sua frente. (Só para garantir que vocês estejam entendendo: não é aquele parado mexendo-no-celular, nem o parado analisando-criticamente-os-detalhes-arquitetônicos, ou sequer um parado vejamos-o-que-as-outras-pessoas-estão-fazendo. Estávamos parados PARADOS, parados metabolismo-basal-e-só.) Certamente não é nada emocionante escrever sobre nada, então minha cabeça tratou de tecer uma paranóia acerca da mulher – subconscientemente, claro; eu não forjo nem forço nenhuma aventura. Verdade.

Segue o relato com a seqüência dos pensamentos mais relevantes:

"Que diabos, por que essa mulher está parada aqui há 20 minutos? Tem alguma pegadinha. Ela não está esperando ninguém, não está olhando nada, não está mexendo em celular nenhum. Será que ela está aqui planejando alguma coisa, algum crime? Cara, relaxa. É só uma mulher desocupada. Finge que está olhando os detalhes arquitetônicos e tenta tirar alguma coisa da expressão dela. Nada. Contemplando o vácuo. Cara, que pessoa estranha. Quem, afinal, fica meia hora parado parado, sentado num banco? Isso está muito errado. Como é que ninguém mais percebe? Muito errado. Ao menos, a meia hora está acabando, vou poder voltar para a Internet. Eu hein, pessoas loucas do mundo real... Pessoas que não andam com uma tag sobre a cabeça indicando se estão 'ocupadas', 'ausentes' ou 'não fazendo nada'. Opa, não devaneia! Mantém um olho na mulher, ela pode estar esperando justamente uma distração sua. Acabou, finalmente; Carol sobre os ombros e pé na estrada. Ei; ela está levantando? Ei! Ela está me seguindo, ela sabe a verdade! Caaara! Eu vou sair daqui já, perdê-la no trânsito! Maldita espiã, me segue agora! Hahaha! Cadê você, hein? Se perdeu, né? Hahaha!"

...

"Cara... como é que você consegue gastar seu tempo livre com isso?"

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"Pão não é feitiçaria, senhor Lula; é tecnologia!"

Magneto, Marvel vs. Brazilian Presidents #03 (2005), p. 04


March 13, 2006
Hell Bus
Posted at 01:49 PM

Wow! Um ônibus muito maneiro* estava parado no posto de gasolina há pouco. Ele era extremamente preto, foscão mesmo. As únicas coisas que não eram pretas: faróis, vidros e possivelmente a placa (não foi comprovado). Além disso, ele tinha toda uma cara de blindado. Grandão, de viagem; cheio de rebites; sem janelas – com exceção de duas, humildes, em cada ponta (fora o pára-brisas). De fato, parecia mais um vagão de trem do que um ônibus. Não faço a menor idéia do uso dele, já que não havia nenhum tipo de adesivo e o motorista tinha cara de "Não me pergunte para quê este ônibus é usado porque já estou cansado de ouvir essa pergunta e não costumo ser muito gentil com quem quer saber esse tipo de coisa".

Enfim, certamente deve ser usado para transporte de césio, cães do Inferno ou algo assim. Em todo caso, se for para ter um carro, quero um ônibus desse! Para rebaixar e meter umas fluorescentes embaixo – pretas, claro.

Obs. 1: Quem lê, acha que eu sou fascinado por carros, né? Né nada, eu sou é designer.

Obs. 2: Sabendo disso, quem lê acha que sou designer de cidade pequena, que se impressiona com as coisas mais banais, né? Isso é verdade.

* Obs. 3: "Maneiro" é uma palavra muito maneira.


March 20, 2006
Pague mais, leve menos
Posted at 11:01 PM

Finalmente aconteceu: muito menos cabelo. Bom, não muito... mas significativamente menos. Não tão menos quanto poderia ser; a cabeleireira tem medo de ferir meus sentimentos ou algo assim. Ela sempre pergunta quanto quero cortar, eu digo "Acima do ombro", ela aponta "Aqui?" e eu digo "Mais". "Aqui?"; "Não, corta mais! Mais corte, menos cabelo"; "Tem certeza, não quer aqui?"; "Certeza, pode cortar!"

Aí ela deixa dois dedos mais longo do que o combinado – e pergunta, já apreensiva: "Você quer mais curto do que isso?"

Eu sempre amoleço e, para encerrar o sofrimento dela, acabo cedendo. Mas com a esperança de que, algum dia, ela vença seus medos e me faça um corte de homem.


March 21, 2006
Campanhas
Posted at 01:12 AM

Não dá, é aquela coisa: o mundo passou da validade. Enquanto muitos simplesmente pulam fora, uns poucos resolvem fazer a diferença. Revolucione, reivindique, participe; faça você também sua própria campanha! Por um mundo mais fictício.

Campanha Rostinho não é Muleta

Em tempos modernos, globalizados, caramelizados e com flocos crocantes, o acúmulo de funções é inevitável. Junte a isso todo tipo de sortilégios cosméticos, intervenções divinas e jeitinhos medicinais e... Hoochie Mama! Você encontra mulher bonita em qualquer esquina! Longe de mim criticar isso, desde que fique acertado: ser bonita é muito bonito mas, na dúvida, as inteligentes têm preferência. É a lei da selva: quanto mais raro, mais valioso; a ciência avança muito na parte estética, mas ainda não conseguiu desenvolver o implante de QI. (Acho que a lei da selva não era bem essa, mas vá lá.)

Campanha Não Coma Ruffles no Escuro

Isso é sério, não vale a pena mesmo. Especialmente aquele restinho do fundo do pacote.

Campanha Eu Quero Acreditar na Sarah!

Para aqueles incapazes de aceitar as evidências de que a Sarah não existe fora da Internet. A participação contínua na campanha requer tenacidade insana e um mínimo de resistência emocional para suportar a constante frustração das falsas aparições. "O problema", afirma Geddy Lee, "é que várias pessoas se fazem passar por Sarah, ao mesmo tempo que alguns participantes de espírito enfraquecido tendem a vê-la em todos os lugares. Estamos implementando um sistema de monitoramento da região Kobrasol/Campinas a fim de atestar com um certificado de autenticidade a Sarah verdadeira. Claro, assim que descobrirmos que ela existe mesmo."

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"Oh, this is the best game I've ever played!"

Strong Bad, no programa do Jô, falando sobre o sucesso majestoso de TROGDOR!!!